quarta-feira, 7 de maio de 2014

É preciso pregar a Palavra de Deus

[...] A grande tarefa que o Senhor nos concede hoje, é uma tarefa que nós recebemos quando nos tornamos filhos de Deus, aí o padre pergunta para vocês: Como nos tornamos filhos de Deus? Por meio do batismo. É por meio do batismo que nos tornamos filhos de Deus e a partir do batismo o Senhor nos concede essa missão de continuar o seu amor e a sua mensagem de salvação adiante. Porque Jesus veio a este mundo uma vez só, Jesus morreu uma vez só, Jesus ressuscitou uma vez só, e agora quem vai continuar com essa missão se não nós mesmos seus irmãos, filhos de nosso Deus? E por isso pelo batismo nós somos filhos de Deus que recebemos esta missão por meio de três presentes, todo batizado recebe três presentes.

Primeiro: Recebe a graça de ser sacerdote, não que todos os batizados sejam padres, não é isso, mas todos os batizados recebem a graça de ser sacerdotes no sentido do sacerdócio de Cristo, o único e verdadeiro sacerdote que oferece a sua vida, seu corpo e sangue para a nossa salvação e pelo batismo nós participamos desse eterno sacrifício de Jesus Cristo. 
O segundo presente: é o que o Senhor nos oferece pelo batismo, é no que nós nos tornamos, não somente sacerdotes, nós nos tornamos reis, não reis com coroa na cabeça, com cetro de ouro na mão e capa vermelha, mas reis enquanto sermos dignos de sermos filhos de Deus, enquanto participantes da dignidade dos filhos de Deus, agora já não somos mais uma criatura, nós não somos como um animal, nós não somos como uma planta, mas somos criados a imagem e semelhança de Deus, nós somos filhos, e essa realeza que ganhamos no batismo. 
E o terceiro presente que ganhamos no batismo, além de sermos sacerdotes e reis, somos chamados segundo a liturgia de hoje, somos chamados a ser profetas. O batismo nos dá a graça de sermos profetas, e a função do profeta é anunciar a Jesus Cristo; anunciar a vinda de Deus; é conduzir as pessoas até a salvação em Deus, mas é também denunciar às injustiças e tudo aquilo que nos afasta da graça do Senhor; que nos distancia de Deus; tudo aquilo que não nos aproxima de Deus, mas do pecado; e hoje a liturgia nos chama para sermos os profetas dos nossos dias, que façamos a diferença no meio em que vivemos, que sejamos o sinal de contradição. Se queremos uma sociedade diferente, uma sociedade que não se pregue mais o mal e sim o bem, que viva a paz; a concórdia; a justiça e o amor, que estejam e vivam verdadeiros profetas em seu meio, somos nós e a partir de nós que inicia esta missão. 
[...] Não adianta, caríssimos irmãos, reclamarmos das coisas ruins, se nós não somos o sinal de diferença, se não fazemos a diferença onde vivemos, se não somos esse sinal de contradição, se não vivemos o amor, se não buscamos a paz, se não somos justos, se nós não somos verdadeiros com Deus e com os nossos irmãos.

Por isso hoje somos convidados a viver esta profecia, e a primeira leitura, dos atos dos apóstolos, mostra o
grande exemplo de profeta depois de Jesus Cristo, o continuador da mensagem do Senhor, foi Pedro, ele continua a mensagem de amor, ele não tem medo de dar sua cara à tapa em favor de Jesus, ele não é o cristão covarde, mas o cristão corajoso, que vai testemunhar e profetizar o nome do Senhor, e nós somos chamados a inspirados por seu exemplo a também sermos corajosos, cristão que é cristão não tem medo, não ter vergonha, é corajoso, é audacioso, é sem vergonha no sentido bom, de não ter medo de enfrentar as dificuldades aonde vive, do mundo em que vive, do tempo que vive, para anunciar a Cristo. 
São Pedro vivia bem isso das comunidades cristãs, no início da igreja, e no início da igreja também não era fácil, não se abria uma porta, entrava, louvava e rezava, não, os cristãos eram perseguidos, e ele não teve medo, foi; pregou; anunciou e profetizou, mas nós temos além de São Pedro na primeira leitura, o outro exemplo de profecia, o próprio Cristo, nós ouvimos hoje a passagem dos discípulos de Emaús, que estavam triste e abatidos, porque Jesus havia sido morto e não tinham certeza se ele havia ressuscitado realmente, eles não estavam crentes nisso, mas Jesus veio profetizar na vida daqueles dois discípulos que Ele estava vivo, mas ele foi falando de futebol, do que estava acontecendo no bairro, da política, das falcatruas que aconteciam por aí? Não, Ele foi pregando a palavra de Deus, e é aí que nós enquanto cristãos devemos agir, nós somos chamados a pregar como profetas a Palavra de Deus, se Jesus que é o Filho de Deus pregou a Palavra, quem somos nós para não pregar a palavra? Mas vocês podem dizer: ah! Padre, mas o senhor é fácil, estudou por volta de dez anos, então para o senhor é fácil pregar a palavra de Deus, eu as vezes nem sei ler, como vou profetizar e pregar a palavra de Deus? 
Meus queridos, muito mais do que falar a nossa pregação deve estar no nosso agir, Jesus após pregar, vai ficar com eles e toma a refeição com eles, a atitude de Jesus quando parte o pão, é que abre os olhos dos discípulos, até então pela pregação os olhos não tinham sido abertos, mas foi por meio do agir de Jesus Cristo que os olhos dos discípulos se abriram. Queridos, é assim que nós profetizamos, é assim que nós pregamos o amor de Deus, assim que nós profetizamos e pregamos a salvação que Ele realizou por nós na cruz e no sepulcro, quando a pedra rola e não tem mais ninguém ali, porque o corpo glorioso já havia sido elevado, já havia ressuscitado. É não tanto pelas palavras, mas pelas palavras e ações, que nós vamos ser profetas em nosso meio, não basta inteligência, não basta conhecimento, mas querer e viver aquilo que nós pregamos, por isso, irmãos, nós nesse terceiro domingo da páscoa, o que vamos buscar de Deus? O que vamos pedir para Ele? 
Vamos suplicar para Ele hoje esta graça: Senhor, que eu seja um cristão corajoso, audacioso, que eu seja um cristão sem vergonha para viver a profecia que, pelo batismo, o Senhor me concede e para que eu possa pregar a sua mensagem de amor e salvação, não com medo, mas destemor e com verdade, muito mais que palavras são os meus atos e com os meus atos, eu vou converter as pessoas.

Pe. Everton Marqui Domingues
Terceiro Domingo da Páscoa, Ano A - Comunidade Santo Antônio
Fotos e Transcrição: Lucas Silva


Link para Download:  Homilía - Padre Everton.mp3

Curso Bíblico - Aula 1: A Bíblia, Palavra de Deus


A Bíblia foi escrita ao longo dos tempos pelo próprio Deus, através de centenas de pessoas. Os primeiros textos foram escritos em: Hebraico, Aramaico e Grego. Contém 73 livros, divididos em duas grandes partes: 46 livros do Primeiro Testamento (PT) e 27 livros do Segundo Testamento (ST). É o livro mais vendido no mundo, traduzido em mais de 1500 línguas. É a Palavra de Deus!

Como procurar um texto na Bíblia?

Para facilitar a leitura da Bíblia ela foi dividida em capítulos e versículos, por exemplo: (Êxodo 5, 12), ou seja, (Êxodo capítulo 5, versículo 12). Na Bíblia esta representado da seguinte forma: o número grande é o capítulo e o número menor é o versículo.

PRIMEIRO TESTAMENTO

Foi escrito ao longo de mil anos pelas pessoas e sábios de épocas diferentes. O Primeiro Testamento é um registro da história do povo de Deus. Está dividido em 4 partes:

1) Pentateuco: Os cinco primeiros livros da Bíblia formam um conjunto que os judeus denominam “Lei” ou “Torá”, são os seguintes:
- Gênesis: discorre sobre as origens do mundo;
- Êxodo: fala sobre saída do povo do Egito;
- Levítico: O livro das leis, do culto e as obrigações dos sacerdotes e levitas;
- Números: A contagem do Povo de Israel;
- Deuteronômio: Uma retomada a lei da Aliança, agora convidando à conversão e fidelidade.

2) Livros Históricos: Contém 16 livros, que narram a história do Povo e seus líderes.

3) Livros Sapienciais: Contém 7 livros, que contém a expressão da Sabedoria e dos sentimentos do Povo, são ditados, poesias, cantos, orações, etc.

4) Livros Proféticos: São 18 livros, que contam sobre a vida e mensagem dos Profetas.

SEGUNDO TESTAMENTO

Assim como o PT, o ST foi escrito ao longo do tempo. A partir da pregação dos Apóstolos, pelo ensino de Jesus. Está dividido em 5 partes:

1) Evangelhos: São 4 livros que trazem a mensagem da Boa Nova, a verdade de que Jesus é o Salvador. Os “autores” foram Mateus, Marcos, Lucas e João que através de seus relatos passam a nós a vida e a mensagem de Jesus Cristo.

2) Atos dos Apóstolos: Narra a vida dos apóstolos, suas atividades e pregações. Descreve a vida das primeiras Comunidades e exemplos a serem seguidos. Seu autor é o mesmo do terceiro evangelho – Lucas.

3) Cartas de São Paulo: Atribuem–se a Paulo 14 Cartas, 9 são dirigidas às comunidades cristãs (Romanos, I e II Corintios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses).
São Paulo por onde pregava sempre fundava alguma ali uma Comunidade, e quando não podia estar presente para dar uma assistência espiritual, enviava-lhes cartas com seu apoio e presença. Ainda escreveu 3 cartas pastorais (I e II Timóteo e Tito), dirigida aos representantes de comunidades, os “pastores”, para de um modo ou de outro, compartilharem suas experiências religiosas. Ele escreveu ainda uma carta à um cristão, chamado Filemon, e a última aos Hebreus. Documentos antiqüíssimos, pois foram escritos antes dos Evangelhos.

4) Epístolas Católicas: São 7 cartas, chamadas de Epístolas Católicas porque se dirigem a todas as Igrejas Católicas (Universal). São elas: Tiago; 1 e 2 Pedro; 1, 2 e 3 João; Judas.

5) Apocalipse: Atribuído a João, significa revelação. João deseja aumentar e sustentar a fé dos primeiros cristãos para suportarem com firmeza as perseguições, lideradas por Nero e Domiciano imperadores romanos. João usa uma linguagem simbólica, para não ser descoberto, mas que os cristãos entendem. Descreve assim a derrota dos perseguidores e a vitória final de Cristo. É denominado o livro da Coragem.

Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia dos Protestantes?

Há uma diferença entre a Bíblia dos católicos e a Bíblia dos protestantes. Os protestantes ficaram com a Bíblia que originalmente foi escrita em hebraica com 7 livros menos, sendo eles: Tobias, Judite, Baruc,Eclesiástico, Sabedoria, I e 2 Macabeus e parte do livro de Daniel e Ester. Os católicos seguiram o exemplo dos apóstolos, ficando com a tradução grega.

Tradução em latim

São Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim, no 3.º século d.C.

Citações da Bíblia

- A virgula (,) separa capítulos de versículos. Exemplo: Gn. 3, 1 (Gênesis capitulo 3, versículo 1).
- O ponto e virgula (;) separa capítulos e livros. Exemplo: Gn. 5, 1–7; 6, 8; Ex. 2, 3 (Gênesis, capitulo 5, versículo 1 a 7; capitulo 6, versículo 8 e Êxodo capitulo 2, versículo 3).
- O ponto (.) separa versículos de versículos, não seguidos. Exemplo: 2 Mc 3, 2.5.7–9 (2 Macabeus capitulo 3, versículo 2, 5 e 7 a 9).
- O hífen (-) indica seqüência de capítulos ou versículos. Exemplo: Jo 5, 3–5 (João capitulo 5, 3 a 5); 2Tm 2,1–6 (2 Timóteo capitulo 2, versículos de 1 a 6); Mt 1, 5–12, 9 (Mateus capitulo 1, versículos de 5 ao capitulo 12,versículo 9).

Conclusão

A Bíblia é a Palavra de Deus, por isso devemos escutar através da leitura o próprio Deus e viver em nossas vidas seus ensinamentos. Como os alimentos são necessários para nossa sobrevivência, a Palavra de Deus também é. “Toda escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, corrigir e educar, a fim de que o homem de Deus seja perfeito”. (2 Tm 3,14-17)

Atividades
1. O que significa a palavra Bíblia? O que ela é?
2. Como está dividida?
3. Por que a Bíblia é importante?
4. Quem escreveu a Bíblia?
5. Por que devo ler e refletir a Bíblia?
6. No meio de tantas atividades que tenho que lugar tem para mim a palavra de Deus?
7. Como vivo a Palavra de Deus?

Observação Importante:
Este texto foi produzido por mim e pela minha madrinha Flávia Angélica a mais de quinze anos atrás para ser usados nas turmas de catequese e Crisma da Paróquia São Bento. O mesmo está presente na Apostila atual usada na catequese de Crisma na referida Paróquia e passou por algumas atualizações durante os anos, inclusive para a publicação aqui no Blog. A primeira versão deste texto foi utilizada no Curso Bíblico presencial da Paróquia Santo Antônio, da qual sou atualmente vigário. 
Pe. Rodolfo Marinho de Sousa. 

Curso Bíblico: Apresentação


A Bíblia é a Palavra de Deus. Portanto, a primeira fonte dos fundamentos de nossa fé, que está estreitamente liga à Tradição e ao Magistério da Igreja, pois ambos nascem da Palavra de Deus. 
Como ter uma fé encarnada se não se conhece suas bases? É preciso conhecer, e para conhecer é preciso estudar. 
Hoje, inciaremos juntos um caminho de estudo da Palavra de Deus. Semanalmente estará disponível aqui em nosso blog estudos sobre essa fonte riquíssima de vida, fé, ensinamentos, valores e cultura que é a Sagrada Escritura. 
Esta iniciativa não tem a pretensão de ser um "grande tratado teológico" a respeito da Palavra de Deus, mas, apenas estudos simples, que aumente no leitor o desejo de se aprofundar nesta fonte inesgotável que é a Sagrada Escritura. 
Bons estudos!

"Ó dá-me sede da Palavra, 
fome da Palavra, 
amor pela Palavra, ó Senhor!"

************

(Clique sobre os links para acessar as aulas)

PRIMEIRO MÓDULO
CONHECENDO A SAGRADA ESCRITURA


Santo do dia - Santo Agostinho Roscelli



Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.

Aos dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade.

É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão.

Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.

Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração.

Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.

Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo.

Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes.

A vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.


Fonte:Portal Paulinas

terça-feira, 6 de maio de 2014

Santo dia - São Domingos Sávio



Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Riva, na Itália. Era filho de pais muito pobres, um ferreiro e uma costureira, cristãos muito devotos. Ao fazer a primeira comunhão, com sete anos, jurou para si mesmo o que seria seu modelo de vida: "Antes morrer do que pecar". Cumpriu-o integralmente enquanto viveu.

Nos registros da Igreja, encontramos que, com dez anos, chamou para ele próprio a culpa de uma falta que não cometera, só porque o companheiro de escola que o fizera tinha maus antecedentes e poderia ser expulso do colégio. Já para si, Domingos sabia que o perdão dos superiores seria mais fácil de ser alcançado. Em outra ocasião, colocou-se entre dois alunos que brigavam e ameaçavam atirar pedras um no outro. "Atirem a primeira pedra em mim" disse, acabando com a briga.

Esses fatos não passaram despercebidos pelo seu professor e orientador espiritual, João Bosco, que a Igreja declarou santo, que encaminhou o rapaz para a vida religiosa. No dia 8 de dezembro de 1954, quando foi proclamado o dogma da Imaculada Conceição, Domingos Sávio se consagrou à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Em 1856, fundou entre os amigos a "Companhia da Imaculada", para uma ação apostólica de grupo, onde rezavam cantando para Nossa Senhora.

Mas Domingos Sávio tinha um sentimento: não conseguiria tornar-se sacerdote. Estava tão certo disso que, quando caiu doente, despediu-se definitivamente de seus colegas, prometendo encontrá-los quando estivessem todos na eternidade, ao lado de Deus. Ficou de cama e, após uma das muitas visitas do médico, pediu ao pai para rezar com ele, pois não teria tempo para falar com o pároco. Terminada a oração, disse estar tendo uma linda visão e morreu. Era o dia 9 de março de 1857.

Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar. Curta, pois morreu com quinze anos de idade, mas perfeita para os parâmetros da Igreja, que o canonizou em 1957.

Nessa solenidade, o papa Pio XII o definiu como "pequeno, porém um grande gigante de alma" e o declarou padroeiro dos cantores infantis. Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Torino, Itália, não muito distantes do seu professor e biógrafo são João Bosco. A sua festa foi marcada para o dia 6 de maio.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O reconhecemos ao partir o pão

1. “Eles reconheceram o Senhor ao partir o pão” (Cf. Lc 24,30-31). Esta afirmação que ouvimos no Evangelho aponta para nós algumas realidades:
·         A experiência do Ressuscitado da primeira comunidade cristã;
·         As refeições fraternas nas casas dos cristãos (Eucaristia);
·         O reconhecimento de Jesus como Senhor, que só “acontece” quando se percorre um caminho humano, que prevê alegrias e celebração, mas também o fracasso, a solidão, a busca pela justiça e verdade, a coerência em direção a um mundo melhor e a solidariedade (é esta a experiência que os discipulos de Emaús fazem na busca de respostas para os seus “porquês” e diante de toda angustia que estavam sentindo pelo ocorrido com Jesus);
É neste quadro que o Cristo, anônimo e misterioso, companheiro, testemunha e interlocutor das hesitações e dúvidas daqueles discipulos, revela-se, não como alguém que tem resposta para todos os questionamentos, mas como alguém que aceitou entrar no plano de Deus, onde torna-se o primogênito, ou seja, o primeiro de uma nova humanidade, nascida do seu sacrifício redentor.
Ele se revela num gesto tão simples: no partir de um pão. Um pão que indica a sua Presença no meio de nós, a Eucaristia.

2. A Eucaristia é um rito, pelo qual reconhecemos o Senhor. Não é qualquer rito, mas o memorial da sua morte e ressurreição. Neste rito se revelam os acontecimentos históricos da vida de Jesus, de sua Igreja e de toda a humanidade. Neste rito se revela o plano de Deus na atualidade da nossa história. A Eucaristia que celebramos não é recordação, mas atualização da Páscoa do Senhor e da nossa Páscoa também, pois é anúncio de salvação.
Este rito que celebramos como memorial é composto de duas partes: Liturgia da Palavra e Liturgia da Eucaristia. Seguimos os moldes da catequese primitiva dos apóstolos (por exemplo, At 2,14-33 – O discurso depois de Pentecostes), que se apoiava no testemunho da Escritura para interpretar o Cristo e seu anúncio; também a nossa comunidade se reúne para ouvir a Palavra de Deus proclamada, e assim compreender a sua vida de hoje ao mesmo tempo em que antecipa, na esperança, a glória com Cristo. Depois se celebra a Eucaristia – O Deus que nos fala se doa no pão consagrado e partilhado.
É por isso que a Igreja nos ensina que “as duas partes que constituem a missa, isto é, a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística, são tão estreitamente unidas entre si que formam um só ato de culto” (SC 56). Ou seja, “só quem partilha a mesma história pode partilhar o mesmo pão que é memorial, presença e profecia do Senhor ressuscitado” (Missal Dominical, Paulus)

3. A Eucaristia conforme nos ensina a Igreja “é ápice e fonte de toda a vida cristã”. A comunidade cristã se reúne em torno dela, portanto em torno de uma pessoa, Jesus Ressuscitado, que, está presente na Eucaristia, força que une a comunidade, força que impulsiona o seu desenvolvimento. Nós ocupamos o lugar dos discipulos de Emaús, pois reconhecemos o Senhor no partir do pão.

4. Pedro nos apresenta em sua carta uma norma de vida que consiste no temor filial que se deve ter em relação a Deus. Esta norma de vida tem seu fundamento na fé no mistério de Cristo revelado nos últimos tempos. De fato, a revelação última de Jesus, depois de Pentecostes, acontece na Eucaristia, revelação que se renova a todo instante nos altares ao redor do mundo.
O Sangue de Jesus derramado na Cruz é o mesmo Sangue consagrado sobre o altar, este é o preço pago pelo nosso resgate e ao mesmo tempo fundamento da nossa esperança (Cf. I Pd 1,17-21). Sob o olhar do Apóstolo que nos explica o mistério pascal, apresentando-nos como motivo determinante de santidade e de vida, ele nos fala do resgate que Cristo nos faz, o que nos leva a compreendermos ainda mais a Eucaristia como fonte e ápice de toda vida cristã.
A Eucaristia nos leva a fazermos uma experiência de resgate de consciência. A consciência de termos sido resgatados da vergonha e da escravidão e do pecado mediante o sangue do Filho de Deus. Este argumento é forte e inevitavelmente leva os homens a amar o seu Salvador e a viver de tal modo que sua Paixão não tenha sido inútil. O Sangue de Jesus é precioso, é dom, é esperança de vida eterna.  

5. Sendo fonte de vida, a Eucaristia nos chama a viver uma dimensão social, este Senhor que é reconhecido ao partir do pão por aqueles que comungam, pede aos mesmos, que se comprometam a partilhar outro pão, o pão da justiça e da solidariedade, um pão de defesa para aqueles que têm o pão de cada dia roubado pelas injustiças dos homens e sistemas sociais exploradores. Se faltarmos com este compromisso a Eucaristia não tem sentido, deixa de ser revelação da Presença de Jesus e passa a ser apenas um fenômeno alienante que alimenta somente uma fé sem raízes e sem compromisso.
A este respeito nos diz São João Crisóstomo: "De que serve ornar de vasos de ouro a mesa do Cristo, se ele mesmo morre de fome? Começa por alimentá-lo quando está faminto, e então poderás decorar sua mesa com o supérfluo. Dize-me: se, vendo alguém privado do sustento indispensável, o deixasses em jejum e fosses enfeitar sua mesa com vasos de ouro, achas que ele te seria agradecido? Ou não ficaria indignado? Ou ainda, se vendo-o vestido de andrajos e trêmulo de frio, o deixasses sem roupa para erigir-lhe monumentos de ouro, pretendendo assim honrá-lo, não diria ele que estarias zombando dele com a mais refinada ironia? Confessa a ti mesmo que ages assim com o Cristo, quando ele é peregrino, estrangeiro e está sem abrigo, e tu, em lugar de recebê-lo, decoras os pavimentos, as paredes e os capitéis das colunas. Suspendes candelabros com correntes de prata, e quando ele está acorrentado, não vais consolá-lo. Não digo isto para reprovar esses ornamentos, mas afirmo que é necessário fazer uma coisa sem omitir a outra; ou melhor, que se deve começar por esta, isto é, por socorrer o pobre".

6. Por fim, a Liturgia de hoje nos indica um caminho para o verdadeiro encontro com Jesus: é preciso escutar as Escrituras e partir juntos o Pão. Desta forma nos nutrimos do Pão da Vida que é a Eucaristia. Quem participa da Eucaristia se deixa transformar por Aquele que nela se doa. Por isso, a Eucaristia tende a nos tornar apóstolos, pois ela é amor ardente de Deus por nós, a qual devemos amar com um amor igualmente consumidor.
Sim, o “reconhecemos ao partir o pão”.

Pe. Rodolfo Marinho de Sousa
3º. Domingo da Páscoa – “Domingo dos Discipulos de Emaús” (Ano A)
São Paulo, 04 de Maio de 2014

Encontro de Formação Diocesano para revitalização da Pastoral Juvenil



Aconteceu neste sábado, 03 de maio de 2014, das 8:00 às 17:00 o Encontro Diocesano de Revitalização Juvenil, com a participação de alguns jovens da Paróquia Santo Antônio: Willian Silva, Graziele, Dimas, Leandro, Ana, Washington, Gabriel, Luciana e Padre Rodolfo Marinho. Com o objetivo de discutir o novo agir da Juventude em nossa diocese a partir do encontro nacional, ocorrido em Brasília, de 11 a 15 de Novembro de 2013, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (Conferência Nacional dos bispos do Brasil).

Começamos o dia com um bom e reforçado café da manhã e a Oração Inicial. A seguir a jovem Núbia, que faz parte do setor da juventude diocesana, fez um breve panorama do Ano da Juventude em 2013; mostrando eventos, acontecimentos da juventude neste ano e alguns documentos da Igreja que discute a importância da juventude na mesma. Falou-nos da missão de Evangelizar, o que é evangelizar e a quem e onde evangelizar. 
Neste momento participamos de uma dinâmica: Um teatro que nos levava a refletir sobre "O que nós jovens não esperamos dos jovens da Igreja?”. Divididos em oito grupos, nós realizamos essa tarefa com muita propriedade, afinal vivemos isso em nossos territórios paroquiais.

Após apresentação dos grupos foi a vez do Padre Patrick, missionário Oblato de Maria, assessor da juventude na Paróquia Santo Eugênio de Mazenot, pertencente à forania M´Boi Mirim de nossa Diocese, nos ajudar a continuar com essas reflexões a partir do tema Perfil da juventude. Um tema que tecnicamente falando, mostrou-nos dados de quem é o jovem no Brasil e sua realidade nos seguintes aspectos: Educação, trabalho, religião, violência, exercício da sexualidade e aspectos culturais. 
"Conhecer os jovens é imprescindível para evangelizar..."
Mais uma vez nos dividimos em grupo para mais um teatro, desta vez com a pergunta: O que nós jovens não esperamos da Igreja? Apresentamos o que pensamos e partimos para o almoço.

Ao retornarmos do almoço tivemos a oportunidade de receber a contribuição do Padre Rodolfo Camarota sobre: Panorama Eclesial - Abordagem eclesiológica, sobre o que a igreja diz sobre a evangelização e a presença dos jovens na Igreja. Citou alguns documentos da Igreja em especial o documento de Aparecida. Um aspecto importante neste momento foi as "Urgências de Evangelização:
- 1ª) Igreja em estado permanente de missão;
- 2ª) Igreja, casa da iniciação à vida Cristã;
- 3ª) Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral;
- 4ª) Igreja, comunidade de comunidades;
- 5ª) Igreja a serviço da vida plena para todos.
E nos alertou sobre a importância de "Recuperar as bases da comunidade Cristã": Viver da Palavra; Viver da Eucaristia e Viver na caridade.
Partimos desta vez para uma partilha com o olhar para a seguinte questão: "Como jovem, o que esperamos da Igreja?"

Voltamos com o Padre Rodolfo, ainda o Camarota, nos conduzindo nesta bela reflexão, agora sobre as 08 linhas de ação. A saber são elas:
- 1ª) Formação integral;
- 2ª) Espiritualidade;
- 3ª) Pedagogia da formação;
- 4ª) Discípulos para a missão;
- 5ª) Estruturas de acompanhamento;
- 6ª) Assessoria;
- 7ª) Diálogo Fé-razão;
- 8ª) Direito à vida.
Concluiu esta parte com a pergunta E agora?
Nos mostrando que a partir da escuta, do plano, da assessoria, da formação, da missão, do protagonismo(conversão pastoral); expressões culturais, linguagem juvenil(celebrações e festas) e espaços, recursos, redes sociais( estruturas adequadas) podemos começar o nosso agir, mas sem antes não percebermos OS 4 PILARES DA EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: Eu com Deus; Eu comigo mesmo; Eu com a sociedade e Eu com o mundo. Pudemos assim descobrir o segredo de uma evangelização da juventude que leve a conversão e ao compromisso.

Foi para mim um momento de reviver, relembrar os princípios que aprendi e vivi na Pastoral da Juventude, foi ótimo.

"Queridos jovens,
Jesus Cristo conta com vocês!
A Igreja conta com vocês!
O Papa conta com vocês!" (Papa Francisco)

Por Luciana Costa

Confira algumas fotos do encontro:
Fotos: Equipe Pascom