segunda-feira, 5 de maio de 2014

Santo do dia - Santo Ângelo




Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu. Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita.

Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote.

Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.

Lá, ao visitar a basílica de São João, se encontrou com os sacerdotes, que se tornaram santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, instante em que previu e anunciou a sua morte como mártir de Jesus Cristo.

Dentre seus grandes feitos, o que mais se destaca é o trabalho de evangelização que manteve entre os hereges cátaros daquela cidade. A história narra que ele conseguiu converter até uma mulher que, antes disso, mantinha uma vida de pecados, até mesmo uma relação incestuosa com um rico senhor do lugar.

No dia 5 de maio de 1220, Ângelo fez sua última pregação na igreja de São Tiago de Licata, na Sicília. Nesse dia foi morto, vítima daquele rico homem, que não se conformou com o abandono e a conversão de sua amante, encomendando o assassinato.

Venerado pela população, logo uma igreja foi erguida no lugar de seu martírio, onde foi sepultado o seu corpo. A Igreja canonizou o mártir santo Ângelo em 1498. Porém somente em 1662 as suas relíquias foram transladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto se difundiu amplamente no meio dos fiéis e na Ordem do Carmo.

Santo Ângelo foi nomeado padroeiro de muitas localidades, inicialmente na Itália, depois em outras regiões da Europa. Sua veneração se mantém até os nossos dias, sendo invocado pelo povo e devotos nas situações de suas dificuldades. Os primeiros padres carmelitas da América difundiram a sua devoção, construindo igrejas, nomeando as aldeias que se formavam, e expandiram o seu culto, que também chegou ao Brasil.

domingo, 4 de maio de 2014

Santo do dia - São Ciríaco



Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu se converteu e se tornou um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa "Patrício", nome comum entre os romanos.

Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata.

Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápoles. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajetória exata é o que veremos a seguir.

Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império.

Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.

Os devotos dizem que suas relíquias chegaram ao porto de Ancona trazidas pelas ondas do mar. Essa tradição é celebrada, no dia 4 de maio, na catedral de Ancona, onde são distribuídos maços de junco benzidos.

Na realidade, as relíquias de são Ciríaco retornaram à cidade durante o governo do imperador Teodósio, entre 379 e 395, graças à sua filha, Gala Plácida, que interveio favoravelmente junto às autoridades, conseguindo o que a população de Ancona tanto desejava.

A memória desse culto antiqüíssimo a são Ciríaco pode ser observada pelos monumentos, das mais remotas épocas, que existem, em toda a cidade, com a imagem do santo. Aliás, são Ciríaco foi escolhido como o padroeiro de Ancona e a própria catedral, no século XIV, foi dedicada a ele, mudando até o nome. Essa majestosa igreja, que domina a cidade do alto das colinas do Guasco, é vista por todos os que chegam em Ancona por terra ou por mar, mais um tributo à são Ciríaco, por seu exílio e vida episcopal.

sábado, 3 de maio de 2014

Eucaristia, Presença do Senhor Ressuscitado na Igreja

Os apóstolos estão no sinédrio para serem julgados e condenados à morte. No meio das discussões surge uma voz sensata, de um mestre da Lei fariseu chamado Gamaliel, que resgatando fatos da história recente, intercede em favor dos apóstolos, afirmando que se a obra deles for humana, por si só acabará, mas se for de Deus, permanecerá (cf. At 5,34-42).
Pois bem, Gamaliel raciocina como um homem de fé, os perseguidores dos apóstolos raciocinam como homens do poder, afinal a mensagem deles meche com a sua posição e ameaçam a soberania que os mesmos têm sobre o povo. Estão mais interessados no seu, do que analisar a situação em questão como uma iniciativa da Providência Divina.
A fala de Gamaliel vai às raízes das relações entre Sinagoga e a Comunidade dos seguidores de Jesus Cristo que está nascendo e ganhando força, a Igreja. Ele parte de um principio que está presente na História do Povo de Deus, que prevê o combate contra todo desvio da verdadeira fé no Deus de Israel, mas que também indica que deve se reconhecer a ação livre e gratuita de Deus, que é livre para escolher, tomar novas iniciativas, inclusive de formar um novo povo a partir da Paixão, Morte e Ressurreição de seu Filho. Este novo povo é a Igreja.
A sugestão de Gamaliel é que se faça um discernimento da situação, e para isso é necessário dar “tempo”, ou seja, deixar que o tempo se encarre e verfique se aquela obra é de Deus ou não, se for, resistirá, se não for perecerá. Esta leitura deve ser feita com humildade e se deve estar aberto para acolher nos sinais a vontade de Deus.
Mesmo sendo um fariseu, Gamaliel no Sinédrio, dá o ultimo critério de reconhecimento e autenticidade da vida e atividade da Igreja. Se a Igreja nasce de um esforço humano que prevê libertação e revolução, da mesma forma como nasceu ela morrerá. Porém, sabemos que neste novo povo que nasce e se chama pelo nome de Igreja, em seu corajoso testemunho é Deus que opera a salvação do povo através de suas testemunhas. Se Deus está com a Igreja, é inútil combatê-la. Se Deus é por nós, quem será contra nós? Lutar contra a Igreja é lutar contra Deus.
Vemos ao longo da História provas desta verdade, pois a Igreja de Jesus Cristo, da qual nós fazemos parte, permaneceu de pé e continua de pé por quase 2000 anos. E a razão disto é que Deus está a frente de seu povo, o conduz e também está com ele e no meio dele. Claro que a colaboração do homem é indispensável para que este projeto de salvação aconteça, porém, a iniciativa e o poder vem sempre de Deus.


Deus esta presente na Igreja?
Sim. Na Pessoa do seu Filho Jesus, que igualmente é Deus e se faz presente de modo eficaz na Comunidade que se reúne em seu nome, na Palavra, na pessoa do sacerdote e sobretudo na Eucaristia.
Sobre a presença de Jesus na Eucaristia, o Evangelho que hoje ouvimos que nos relata a multiplicação dos pães (cf. Jo 6,1-15) nos ajuda a aprofundar essa certeza. João situa este acontecimento, juntamente com a narração de que Jesus caminha sobre as águas como introdução ao grande discurso do Pão da vida, no qual Ele afirma que sua carne é verdadeira comida e seu sangue verdadeira bebida.
Existe uma multidão que está seguindo Jesus, que o acompanha porque vê os sinais que ele opera: curas físicas, libertações de endemoniados, mortos que ressuscitam, sinais e prodígios que se dão das mais diversas formas. É a esta multidão que Jesus falará e num tom que cobra uma posição: para continuar ser seu discípulo não basta crer nos sinais que Ele realiza é preciso aceitar que Ele pode doar seu Corpo e Sangue em alimento e bebida e esta realidade se concretizará na Eucaristia celebrada pela sua Igreja.
Jesus no milagre da multiplicação dos pães sacia os homens que tinham fome, e partindo de uma realidade terrena, de dons terrenos, o pão e o peixe, ele começa a revelar-se a si mesmo, o seu ministério e a sua missão numa profundidade que a mente humana é incapaz de provar ou de comprovar. O pão que ele dá, que ele multiplica é sinal de um outro pão que será seu Corpo entregue por nós na Cruz e entregue a nós como alimento.
O milagre em questão ainda aponta outra realidade: não é possível revelar um pão de vida eterna, sem cobrar o empenho de que se leve a sério as exigências da solidariedade humana. O gesto de Jesus leva a partilha e nos faz entender que Eucaristia é partilha e que ela deve continuar no nosso dia a dia, pois ela nos chama a nos comprometer com a partilha do que temos com o que pouco ou nada tem.
A Eucaristia distribui em abundância o pão da vida, como revelação da pessoa de Cristo, é sinal e certeza da sua Presença no meio de nós. É a prova da qual Gamaliel falava no seu discurso diante das acusações que faziam aos apóstolos, sem mesmo saber. O que atesta que a Igreja é obra de Deus, não é só fato dele estar junto do seu povo, mas a certeza de que Ele está no meio do seu povo no Sacramento do Corpo e do Sangue do Salvador, a Eucaristia.

Pe. Rodolfo Marinho de Sousa
Memória de Santo Atanásio - Sexta Feira da 2a. Semana da Páscoa
Grupo de Oração Shekinah.


Confira algumas fotos da Santa Missa no Grupo de Oração: 
Fotos: Amanda Montalvão

Santo do Dia - São Tiago e São Filipe

Ambos nasceram na Galileia e foram discípulos e apóstolos de Jesus Cristo, e por Ele deram a vida.
Filipe nasceu em Betsaida, e o Evangelho de São João é que nos apresenta dados a respeito de seu santo testemunho. Jesus passou, chamou-o e ele disse ‘sim’ com a vida.
Ele foi ‘canal’ para que São Bartolomeu também se tornasse discípulo de Cristo. Durante o acontecimento da multiplicação dos pães, Filipe também participou deste milagre (foi para Filipe que Jesus perguntou como se faria para alimentar aquela multidão).
Na Santa Ceia, o apóstolo Filipe é quem pede a Jesus: ‘Mostra-nos o Pai e isso nos basta’ (Jo 14,8). Filipe estava em Pentecostes com a Virgem Maria e os outros apóstolos. São Clemente de Alexandria nos diz que ele foi crucificado. Que honra para os apóstolos morrerem como o seu Senhor!
São Tiago também foi martirizado, por volta do ano 62. Ele que nasceu em Caná, filho de Alfeu, familiar de Nosso Senhor Jesus Cristo. E foi um dos doze apóstolos. Nos Atos dos Apóstolos encontramos ele como o primeiro bispo de Jerusalém. Tiago recebeu mais de uma visita de São Paulo e foi reconhecido como uma das colunas principais da Igreja, ao lado de São Pedro e São João. Uma das cartas do Novo Testamento é atribuída a ele. E, nela, o apóstolo nos ensina que a fé sem obras é morta e que é preciso deixarmos que o Espírito Santo governe a nossa língua.
O martírio não está centrado no sofrimento, mas no amor a Jesus Cristo que supera essa vida.
São Filipe e São Tiago, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Canonização João XXIII e João Paulo II

Foto retirada da Reportagem do Jornal Folha de São Paulo
Neste domingo, 27 de abril, 2 salas do Cinemark da cidade de São Paulo foram fechadas para um evento diferente do habitual, a Canonização de São João XXIII e São João Paulo II, e com certeza nós não podíamos deixar de prestigiar esse momento histórico para nossa Igreja. Foi realmente emocionante, cerca de 90 pessoas acompanharam o evento na Sala do Shopping Santa Cruz, todos totalmente concentrados em cada detalhe, não querendo deixar uma parte se quer passar. Alguns até diziam que era como estar na Praça de São Pedro. Ouve cobertura de alguns repórteres de jornais e TV, e entre eles nossos jovens foram entrevistados pela Folha de São Paulo, Estadão e Canção Nova, aí vão os links das entrevistas...







Canção Nova  
(Estamos aguardando o envio do vídeo ou matéria)

(Cliquem sobre os links para abrir)

Santo do dia - Santo Atanásio





Nascido no Egito, Atanásio foi diácono ao lado do bispo S. Alexandre, a quem acompanhou ao Concílio de Nicéia (325), no qual foi reafirmada a divindade de Cristo. Depois das perseguições, a igreja de Alexandria tivera uma ativíssima vida intelectual, mas não sem desvios perigosos. Ario, logo seguido de grande número de bispos e princípes, ensinava que Jesus Cristo não era verdadeiro filho de Deus, mas simples criatura, em certo sentido divina. Anulava assim nossa divinização em Cristo. Atanásio, feito bispo de Alexandria em 328,foi o principal e incansável defensor da doutrina transmitida pelos Apóstolos. Perseguido pelos imperadores e arianos é mandado quatro vezes ao exílio, viu por fim triunfar a verdadeira fé. Por sua doutrina e ardente amor a Cristo, é honrado como um dos quatro grandes doutores da Igreja Oriental.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

01 de Maio - São José Operário

Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de são José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta.

Foi no dia 1o de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinqüenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Em homenagem a eles é que se consagrou este dia.

São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

Proclamando são José protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.

Muito acertada mais esta celebração ao homem "justo" do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.


Por: Portal Paulinas